Quando a cura não vem, permanece o cuidado
Diante da dor de uma doença grave ou de uma limitação que parece não ter volta, muitos se perguntam: até onde vai a esperança? A fé cristã nos ensina que a esperança não se limita ao milagre visível, mas se estende ao amor que sustenta, mesmo quando a cura não acontece.
Jesus curou muitos, mas também esteve ao lado dos que sofriam sem resposta imediata. Ele não retirou a cruz de todos, mas nunca retirou a dignidade de ninguém. Para Cristo, a vida não perde valor quando perde autonomia. Pelo contrário, ela se torna ainda mais sagrada.
Cuidar de alguém que não fala ou não anda é um gesto profundamente evangélico. É ali que o amor se manifesta sem aplausos, sem palavras, apenas na presença fiel. A esperança cristã não nega a realidade, mas a atravessa com fé, acreditando que Deus age também no silêncio, na paciência e no cuidado diário.
Quando a cura não chega, o cuidado se transforma em missão. E toda missão vivida no amor é caminho de salvação.
“Tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes.”
(Mateus 25,40)

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